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A REAL DO NOVO ENSINO MÉDIO

            O Brasil está dividido entre aceitar ou não a nova proposta de Ensino Médio do Ministério da Educação (MEC). Isso por que a proposta do Ensino Médio em si não é ruim, apesar de algumas considerações que ainda precisam ser reformuladas, mas por que o governo quer aprovar essa nova proposta do MEC junto à PEC 241 - medida provisória que promete limitar e congelar gastos públicos em 20 anos; o que fortalece a defesa da escola sem partido – PL, que, de acordo com seus idealizadores, garante que o governo busca, com isso, impedir todo e qualquer tipo de manifestação ideológica por instituições de Ensino e professores em sala de aula.

            A nova medida, em relação ao novo Ensino Médio, propõe basicamente, alterações na carga horária; na composição e estrutura dos componentes curriculares; no financiamento e forma de ingresso no Ensino Superior; na regulamentação da profissão docente, definindo que profissionais poderão exercer a docência e, na concepção do Ensino Médio. Mudanças que melhor discutidas e redefinidas poderão, sim, render bons resultados.

            Mas, o que está transformando essa medida provisória em um pesadelo para muitas escolas públicas e privadas, além da imposição da PEC 241, é o fato de que escolas privadas de pequeno porte não darão conta da nova demanda, que implicará em encargos muito maiores; ao passo que as escolas públicas não conseguirão atender à demanda vinda dessas escolas, que garantem não mais oferecer o Ensino Médio, caso essa medida seja aprovada.

            A população, à margem de toda essa discussão, aposta que a nova proposta será muito importante. Primeiro, e entre outas especulações, por que acreditam que os alunos ficarão mais motivados ao poderem escolher a área de conhecimento que lhes dará mais satisfação. Segundo, por que traz a ideia de que o ensino profissionalizante trará mais oportunidades àqueles jovens que não têm aptidão com os ensinos conteudísticos oferecidos pelas universidades, a partir do Enem.

            Tem quem diga que “se essa PEC passar, tudo ficará comprometido, inclusive os atuais 5,3% do PIB para a Educação, já que a proposta determina um investimento amarrado à inflação do ano anterior”. Outros garantem que a nova proposta é um ato arbitrário e autoritário, por representar uma Medida Provisória.

            Verdade mesmo, conforme muitos educadores e filósofos pensam e dizem à mídia, é que o governo deveria dar mais tempo para que as boas ideais amadureçam, sejam pensadas e repensadas, definidas e redefinidas, se preciso for. Como medida provisória imposta à população fica autoritário e arbitrário, de fato, posto que não há tempo para que quem realmente vive a realidade escolar e de ensino no país possa avaliar as reais consequências de tudo isso.

Adriane Martins

Professora e Coordenadora Pedagógica

UMA OPINIÃO SOBRE O NOVO ENSINO MÉDIO

O novo Ensino Médio é uma tentativa “mascarada” do governo diminuir os índices de evasão escolar, e melhorar a qualidade da Educação no País. E a culpa dessa evasão ou da má qualidade na educação não é exatamente da má formação de docentes ou tão somente da baixa de salários pagos a eles, mas incide principalmente nos problemas socais que vêm ‘atropelando’ o Brasil nestes últimos anos.

Não basta ter vontade de estudar ou escolas disponíveis em tempo integral, é preciso motivação; estrutura familiar; uma alimentação balanceada e vivência cultural, como ida a teatros ou cinemas, por exemplo, para que os estudantes avancem. A ideia de que os estudantes poderão escolher a área de conhecimento favorecerá no aspecto motivação, já que os alunos poderão estudar conforme suas reais competências, mas não resolverá os problemas relacionados a evasão escolar ou a melhora da qualidade de ensino; uma vez que falta emprego; falta cultura; falta investimento em educação, entre outros.

Claro que a formação de professores afeta muito na qualidade de ensino do país, assim como os salários pagos à classe. Afinal, o professor precisa estar preparado e motivado para que motive seu aluno. E o que se vê é uma classe em extinção e muito mal interpretada pela população, já que incide nela a culpa da má qualidade da educação pública do país. Mas, muitos se esquecem de que a fome; a falta de moradia e a consequência da má estruturação familiar afeta, e muito, na qualidade da aprendizagem.

O que propõe o novo Ensino Médio não é ruim. Além de poderem escolher a área de conhecimento, os alunos poderão optar por ficarem na escola em tempo integral, a fim de se profissionalizarem. No entanto, o aumento na carga horária de estudos não garantirá melhor aprendizado. Será preciso investir também em uma melhor formação do professor e, claro, em um salário melhor e que justifique o aumento de trabalho da classe; além da melhoria na qualidade de vida do brasileiro.

Enfim, será necessário muito mais que apenas mudanças pedagógicas. O governo, se realmente quer educar o brasileiro, terá que repensar a estrutura social e cultural do país, a fim de que a real mudança aconteça e possa vir a diminuir, de fato, os índices de evasão escolar e a qualidade do aprendizado. Porém, o que se verifica é que o analfabetismo ainda é um grande desafio; que a violência física e social está cada dia maior, e que aumenta a cada dia as decepções do brasileiro diante de seus governantes.

É preciso repensar nessa proposta e avaliar os reais objetivos do governo. Tentar projetar as consequências de uma medida provisória que o governo impõe aos brasileiros, sem discussão.

 

Adriane Martins

Professor e Coordenadora Pedagógica